Livro do Desejo

Fim de ano é época de desejar o que o futuro nos reserva. Mas desejo não é projetado, ele acontece aqui e agora. Pau duro não espera amanhã, ele enrijece e espera extase. E agora o que ele quer é mais pele, e menos condicionamento. Mas quer pele no seu estado delicado, não corrimão. Suave, não pudico. Sensível, não exclusivo. Ele em riste quer corajosos que curtem mais vasculhar feiuras do que reiterar vaidades. Teve uma época que eu te chamava para ficar pelado, e agora isto é pouco. Agora quero escrever em cada canto teu, pois neles estão escondidos varias texturas que nós nunca tínhamos percebido que existia.  Deixa eu te rabiscar cheio de medo com o que virá depois?