Eu te amo pelo doce de leite. Anos antes de gravar essa série, eu morava em outra casa. Nessa outra casa, eu tinha um cachorro e um amigo que dividia o apartamento comigo. Nessa outra casa, você me conheceu, me visitou algumas vezes com interesse afetivo e sexual. E em uma época em que eu estava recém-separado de um longo relacionamento, você se diferenciava, pois a cada visita me trazia doce de leite da sua cidade. Era aquele doce em formato de bala, com uma casquinha dura e recheio cremoso. Eu te amo porque mudei de casa, o cachorro morreu, e nós nos reaproximamos em outro momento. Agora você estava gostando de couro e propôs participar da performance do lançamento do meu novo livro. Eu te amo porque sempre te vi curioso com tudo aquilo que te tocava e envolvido com esse novo objeto da sua afeição. Você gravou um dos seus primeiros pornôs comigo e foi propositivo em tudo que se ofereceu a fazer. Eu te amo porque quando te lembrei do doce de leite dos primeiros encontros, logo você fez questão de trazê-lo novamente, porque muita coisa mudou, mas a sua doçura continua a mesma.