Declarações de Amor por um Glory Hole 13/100

Eu te amo pelo tamanho do dote. Eu passei décadas da minha vida dizendo que não dava, que eu não conseguia quando era muito grande. Às vezes até era seduzido para iniciar o ato, mas quicava como o brinquedo Pula Pirata. Dizia: não tem pra que. Sempre achei bonito esteticamente até para outras práticas, mas para penetração eu corria. Negava, decepcionava as visitas furtivas. Eu te amo porque você só chegou, se apresentou pelo Glory Hole e eu tive que arquitetar o que poderia fazer. Você propôs um desafio duplo. Não só o tamanho, como o tempo de duração. Não iria se satisfazer tão cedo. E eu fiquei ali de frente com o enigma, a sua proposta anatômica e a minha negação. Eu te amo porque você era o limite que afetava a minha autoestima enquanto provocava a minha sede ariana de ultrapassar os desafios. Sem mais delongas. Pronto, eu dei. Sem sofrimento, só dei. E foi muito legal. Eu te amo porque quando fui editar o vídeo tive que reduzir muito, pois para essa declaração o foco era a proporção das medidas, não o tempo corrido. Dá pra ver que o sol se põe, a ring light é acesa, tiro a camiseta pelo delicioso cansaço, e você continua impávido. E eu ali satisfeito com o que fui capaz de fazer, não pela capacidade de dilatação, nem pelo tesão em durar muito, mas porque comprovei que o que eu amo é o quebra-cabeça quando ele se apresenta. Eu te amo porque você provou a frase: se ele fez, é porque cabe.