Eu te amo porque você fez xixi. Revendo o vídeo, você comentou sobre a vontade e eu indiquei o banheiro, mas rapidamente tive a ideia de que você poderia fazer ali mesmo. Você foi um dos primeiros dessa longa série, por isso o desatino. Eu te amo porque sua vontade básica de urinar fez com que, segundos depois do meu convite, eu me arrependesse. Não pela escatologia do ato, mas porque o meu espaço do outro lado da tábua não estava adequadamente preparado. Eu estava ainda de camiseta, pois era uma manhã durante a semana. As almofadas que acomodam os meus joelhos são de um tipo de veludo mais barato. O chão desprotegido é de taco. E tudo foi invadido pelo seu líquido que escorria como água, mas não era água. E enquanto acontecia a ação que te aliviava, eu, sem demonstrar para a câmera, ligeiramente me desesperei com o pós; tudo iria rapidamente para a máquina de lavar e eu recusaria, nos próximos encontros, ações como essa. Mas durante essa declaração fica ainda mais deslocada a frase “eu te amo”. Mas ela surge justamente porque, pelo meu despreparo, a minha surpresa tornou esse encontro único e que será lembrado muito mais do que os outros que respeitaram o que se esperava que eu fizesse em um glory hole dentro de uma casa. Eu te amo porque você me mostrou o que, depois de você, eu não queria mais, mas que, pensando melhor, não me arrependo de ter tornado esse vídeo algo único em que o problema é algo que pode ser lavado depois. Tudo bem. Te amo.