Eu te amo porque você estava no corredor. Eu nunca tinha ido naquele cruising. Quando o cara me convidou para ir lá, só fui porque desejava viver aquilo com ele. Ele chegou e eu me surpreendi porque ele era bem mais bonito que nas fotos do aplicativo. Ele me levava de cabine em cabine e eu, submisso, obedecia a todas as suas ordens. Ele gostava de fazer ações comigo no privado e, nos intervalos, se exibia pelos corredores. Eu te amo porque em uma dessas andadas eu te vi em uma quina daquele pequeno labirinto. E mesmo me divertindo com ele, fiquei com você na cabeça. Eu te amo porque depois que ele fez tudo que queria, disse que precisava ir embora. Dei um beijo apaixonado e sussurrei no seu ouvido que queria de novo outro dia. Ele deu um sorriso sacana e esperou que eu descesse as escadas com ele. Lembrando de você, eu disse que precisava ir ao banheiro e me despedi. Voltei reconhecendo cada parte daquela parede rubra com descascados decadentes e, na mesma quina, você estava. Te beijei agora como objeto central da minha afeição. Você me levou para a cabine e seu corpo era iluminado pela pequena TV que passava filmes eróticos. Eu te amo porque o que vi ali se repetiu aqui nesse Glory hole. Você voltou e eu te amo porque você me fez voltar.