Eu te amo porque seus amigos te disseram que eu não era uma boa pessoa. E ao te dizerem isso e você querer se afastar de mim, foi um aviso importante de que sim – as pessoas podem não gostar de mim. Mas o aviso não era sobre não gostar e sim sobre ser má influência. Eu te amo porque conversávamos em redes sociais e ali você quis parar com as trocas de mensagens pelo motivo relatado acima, e isso me fez olhar melhor para a própria plataforma em que eu poderia estar exercendo essa tal influência negativa, por talvez ser sexual demais publicamente, não sei. Eu te amo não só porque anos depois você mudou de ideia, deixou de ser amigo deles e me encontrou presencialmente com a interrogação de que talvez a fala deles pudesse ser algo duvidoso, mas eu te amo porque você me apresentou graficamente os múltiplos lados das coisas. E que com o tempo a nossa opinião se modifica, não como algo absoluto e certeiro que se encerra ali, mas que eu sou sim uma má ou ótima influência, dependendo da outra pessoa e do seu contexto. E está tudo bem, convivamos com isso. Eu te amo porque você, de tempos em tempos, volta sempre com uma reticência se isso é certo ou não, mas na dúvida faz, para que a opinião seja pela sua experiência, não a de outros criadas por redes sociais. Te amo.