Eu te amo porque você me chama de sereio. E esse apelido vem lá dos meus 30 e poucos anos então você me conhece há muito tempo. E desde aquela época até agora nos acompanhamos, passaram namorados, mudamos de projetos, eu mudo de casas, de vontades, mas sempre estamos de olho um no outro. Eu te amo desde a época da cerâmica até do paper cutting. Eu te amo fazendo pão ou chupando o meu nariz. Sendo plateia juntos ou te vendo na plateia das minhas peças. Eu te amo sendo uma das minhas chagas dos 33, sendo um dos meus 365, uma das bundas das Cores, uma das ilustrações dos 100 fetiches, no banho, na massagem e agora no Glory. No seu sofá, no meu, no que eu tinha com meu ex, na sua cama, na minha, no quintal do meu amigo. Eu estava inteiro descolorido, ruivo, dentro de um banheiro verde na Casa das Rosas e pedia para que escrevessem no meu corpo. Eu não sabia obviamente tudo o que viria depois, mas sempre tive medo de que o que eu pudesse viver fosse considerado uma mentira. Eu te amo porque você esteve desde lá me mostrando que além de ser verdade, tudo até agora foi uma delicia. Te amo.